segunda-feira, 15 de novembro de 2010

OS PROGRAMAS SOCIAIS E A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Antonio de Vasconcelos Lima

Os programas sociais, denominados Vale isso, Vale aquilo, é de suma importância para o Brasil, por mais que alguns os tentem dizer que são eleitoreiros, e que não cumprem a função social. Para tanto, é preciso lembrar um pouco de um passado não tão distante.

Antes da posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva o país emitava distribuição de renda, levando em especial, aos menos favorecidos ou arrenegados da sorte, programas sociais que não tinham o condão de alavancar a estrutura dos pequenos municípios.

Naquela época em que governou FHC, inúmeras foram as tentativas de levar renda aos povos de determinada região, através das chamadas superintendências, que nada mais eram que balcões de empregos e fonte de recursos para apadrinhados políticos, como ficaram constatadas em algumas das CPIs que rondaram ao planalto.

É bom aqui lembrar como exemplos os difundidos desvios de recursos públicos que tinham destinos pessoas de baixa renda e desprovidos do mais necessário, como alimentação, os casos em que estiveram envolvidos SUDENE, SUDEPE SUDAM, etc...

Mas a questão não para por ai, como pude constatar em uma de minhas andanças pelo sertão nordestino o desvio dos recursos na hora de pagamento por serviços prestados chegava a ser gritante.

Ainda recordo que certa vez, mais precisamente no ano de 1999, andando pela região da Chapada Diamantina, na Bahia, fui indagado de um trabalhador braçal que relatou que não sabia porque o seu compadre que estava trabalhando no mesmo serviço que o seu, ou seja, capinando as caatingas da beira da estrada, porém, na estrada de cima, recebia R$-100,00 reais mensais, enquanto ele que estava capinando na estrada de baixo com outro pessoal, só estavam recebendo a importância de R$-80,00 reais mensais. Respondi a ele que alguém estava levando os outros R$-20,00 reais, pois o governo Federal não ia pagar 100 para um e 80 para outro prestar o mesmo serviço, no mesmo órgão o DENOC

Mas ainda para falar de distribuição de rendas volto aos anos 90, quando visitei minha cidade natal, ali, vizinha nossa, no Estado do Paraná, onde vi com meus olhos a dificuldade que se passava na cidade, em especial no comércio. Para você leitor ter a idéia, fiquei entre 10 e 13 horas na cidade, vi apenas meia dúzia de seus habitantes, entre eles o prefeito da cidade que foi ao açougue adquirir carne para o almoço. Como o cartório da cidade estava fechado e eu fui ali buscar um documento o jeito foi almoçar.

Porém para surpresa, ao entrar no restaurante tinham dois viajantes almoçando, uns dois garçom e uma funcionária de caixa. Após o almoço resolvi entrar em uma loja de sapatos, porém, para surpresa minha, não tinha funcionária. No entanto, fiz um barulho e chamei por alguém, vindo ao meu encontro a mesma jovem que estava no restaurante.

Ao indagar se não havia ninguém naquela loja, ela me respondeu sorrindo: “Aqui está uma “paradeira” moço, eu sozinha “cubro o caixa do restaurante, tomo conta dessa lojinha e daquele barzinho ali”. Ai, perguntei, a cidade é sempre assim? A jovem me respondeu novamente: “Não é que agora estamos na época da colheita do café e o pessoal daqui foram para Minas Gerais, vão voltar só daqui três meses”.

Ainda naquele mesmo dia, retornando a região que me criei vi ali amigos que tinha seus “botecos” falidos, fechados, porque não puderam esperar três meses pelo retorno dos chefes de família, para efetuar o pagamento do consumido pela família.

Por fim, andando pela mesma região, tomei conhecimento que muitos chefes de família, estavam na região de Nova Andradina, Batayporã, Novo Horizonte do Sul, Naviraí e Mundo Novo, entre outras, trabalhando na cultura de mandioca e na extração do carvão, assim como também, outros tantos, estavam no interior de São Paulo nas construções de barragens para hidrelétricas.

Após o governo de Lula, ao retornar a estas mesmas cidades, encontrei nelas, outros povos com a auto estima diferente, alguns com suas pequenas “fabriquetas”, outros cultivando suas próprias lavouras e as cidades com trânsitos de pessoas, com o comércio a todo vapor!

Indagando aquela mesma gente, me responderam que graças aos “vale tudo”, o dinheiro estava circulando na cidade e o município não era mais dependente apenas do dinheiro dos aposentados e dos funcionários públicos.

Mas e Dourados e nosso Estado do MS? Primeiro em nosso estado deixou de existir a disputa por empregos na sua área fronteiriça, em especial, com Paraná e São Paulo.

Assim, como também pergunte ao comerciante da periferia, se não aumentou as suas vendas. Pergunte também para os donos de livrarias e papelarias!! Eu já perguntei e tive como resposta que o bolsa escola trouxe um aumento significativo nas vendas, alavancando o setor.

E o Vale Universidade? Com a palavra os estudantes de baixa renda.

Assim, diante do relatado, vejo que os chamados “vale tudo” como dizem, não são eleitoreiros, mas a verdadeira distribuição de renda e com uma certa blindagem, não tem o atravessador, ou seja, aquele que pagava 100 para uns e 80 para outros, ou ainda, o deputado que constrói o poço e as benfeitorias na sua própria fazenda.

Deixo aqui o que vi e as informações que recebi. Não são boatos nem tampouco conversa fiada. São Fatos e podem serem constatados pelos que ainda duvidam!!!


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Frei Betto: revolução cubana se move criticamente sobre si mesma

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BLOG DA DILMA 13: Blog da Dilma e suas histórias...: "Houve um tempo em que a informação tinha dono. A opinião emudecida e alguns faziam prevalecer a sua vontade. Já sob os sopros do Estado Demo..."

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Antonio de Vasconcelos Lima

Os programas sociais, denominados Vale isso, Vale aquilo, é de suma importância para o Brasil, por mais que alguns os tentem dizer que são eleitoreiros, e que não cumprem a função social. Para tanto, é preciso lembrar um pouco de um passado não tão distante.

Antes da posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva o país emitava distribuição de renda, levando em especial, aos menos favorecidos ou arrenegados da sorte, programas sociais que não tinham o condão de alavancar a estrutura dos pequenos municípios.

Naquela época em que governou FHC, inúmeras foram as tentativas de levar renda aos povos de determinada região, através das chamadas superintendências, que nada mais eram que balcões de empregos e fonte de recursos para apadrinhados políticos, como ficaram constatadas em algumas das CPIs que rondaram ao planalto.

É bom aqui lembrar como exemplos os difundidos desvios de recursos públicos que tinham destinos pessoas de baixa renda e desprovidos do mais necessário, como alimentação, os casos em que estiveram envolvidos SUDENE, SUDEPE SUDAM, etc...

Mas a questão não para por ai, como pude constatar em uma de minhas andanças pelo sertão nordestino o desvio dos recursos na hora de pagamento por serviços prestados chegava a ser gritante.

Ainda recordo que certa vez, mais precisamente no ano de 1999, andando pela região da Chapada Diamantina, na Bahia, fui indagado de um trabalhador braçal que relatou que não sabia porque o seu compadre que estava trabalhando no mesmo serviço que o seu, ou seja, capinando as caatingas da beira da estrada, porém, na estrada de cima, recebia R$-100,00 reais mensais, enquanto ele que estava capinando na estrada de baixo com outro pessoal, só estavam recebendo a importância de R$-80,00 reais mensais. Respondi a ele que alguém estava levando os outros R$-20,00 reais, pois o governo Federal não ia pagar 100 para um e 80 para outro prestar o mesmo serviço, no mesmo órgão, o DENOC

Mas ainda para falar de distribuição de rendas volto aos anos 90, quando visitei minha cidade natal, ali, vizinha nossa, no Estado do Paraná, onde vi com meus olhos a dificuldade que se passava na cidade, em especial no comércio. Para você leitor ter a idéia, fiquei entre 10 e 13 horas na cidade, vi apenas meia dúzia de seus habitantes, entre eles o prefeito da cidade que foi ao açougue adquirir carne para o almoço. Como o cartório da cidade estava fechado e eu fui ali buscar um documento o jeito foi almoçar.

Porém para surpresa, ao entrar no restaurante tinham dois viajantes almoçando, uns dois garçom e uma funcionária de caixa. Após o almoço resolvi entrar em uma loja de sapatos, porém, para surpresa minha, não tinha funcionária. No entanto, fiz um barulho e chamei por alguém, vindo ao meu encontro a mesma jovem que estava no restaurante.

Ao indagar se não havia ninguém naquela loja, ela me respondeu sorrindo: “Aqui está uma “paradeira” moço, eu sozinha “cubro o caixa do restaurante, tomo conta dessa lojinha e daquele barzinho ali”. Ai, perguntei, a cidade é sempre assim? A jovem me respondeu novamente: “Não é que agora estamos na época da colheita do café e o pessoal daqui foram para Minas Gerais, vão voltar só daqui três meses”.

Ainda naquele mesmo dia, retornando a região que me criei vi ali amigos que tinha seus “botecos” falidos, fechados, porque não puderam esperar três meses pelo retorno dos chefes de família, para efetuar o pagamento do consumido pela família.

Por fim, andando pela mesma região, tomei conhecimento que muitos chefes de família, estavam na região de Nova Andradina, Batayporã, Novo Horizonte do Sul, Naviraí e Mundo Novo, entre outras, trabalhando na cultura de mandioca e na extração do carvão, assim como também, outros tantos, estavam no interior de São Paulo nas construções de barragens para hidrelétricas.

Após o governo de Lula, ao retornar a estas mesmas cidades, encontrei nelas, outros povos com a auto estima diferente, alguns com suas pequenas “fabriquetas”, outros cultivando suas próprias lavouras e as cidades com trânsitos de pessoas, com o comércio a todo vapor!

Indagando aquela mesma gente, me responderam que graças aos “vale tudo”, o dinheiro estava circulando na cidade e o município não era mais dependente apenas do dinheiro dos aposentados e dos funcionários públicos.

Mas e Dourados e nosso Estado do MS? Primeiro em nosso estado deixou de existir a disputa por empregos na sua área fronteiriça, em especial, com Paraná e São Paulo.

Assim, como também pergunte ao comerciante da periferia, se não aumentou as suas vendas. Pergunte também para os donos de livrarias e papelarias!! Eu já perguntei e tive como resposta que o bolsa escola trouxe um aumento significativo nas vendas, alavancando o setor.

E o Vale Universidade? Com a palavra os estudantes de baixa renda.

Assim, diante do relatado, vejo que os chamados “vale tudo” como dizem, não são eleitoreiros, mas a verdadeira distribuição de renda e com uma certa blindagem, não tem o atravessador, ou seja, aquele que pagava 100 para uns e 80 para outros, ou ainda, o deputado que constrói o poço e as benfeitorias na sua própria fazenda.

Deixo aqui o que vi e as informações que recebi. Não são boatos nem tampouco conversa fiada. São Fatos e podem serem constatados pelos que ainda duvidam!!!